CASA DOS IRMÃOS ODWAZNY MEUS AVÓS POR PARTE DE MÃE - UMA TIPICA CASA POLONESA

( Imagem parecida - Fonte internet 2010 )
O velho fogão a lenha fazendo a boa
comida dos tempos de roça...

Era uma casa de roça de uma família grande de descendentes de poloneses.
Meu avô tinha dez filhos homens, minha mãe dona Juliana era a sua única filha.
Também se tinha mais gente para trabalhar na lavoura.
O serviço de lavoura era feito quase todo de uma forma artesanal.
Naquela época não se tinha as tecnologias que nós temos hoje em dia.
Mas como toda casa de roça sempre se tinha bastante serviço para se fazer, as tarefas de roça parece que nunca acabavam, sempre se tinha algo a fazer. Mal se acabava uma tarefa, já outra tarefa diferente estava nos aguardando.
Acordava-se as 4 horas da manhã e se trabalhava até altas horas da noite, ainda ficava muita coisa por se fazer.
Quando se acabava de ordenhar as vacas leiteiras, logo em seguida deveria ir-se e tratar as galinhas, depois de tratadas as galinhas, lá estavam os cavalos pedindo a sua ração diária...
Quando se acabava de tratar os cavalos lá estavam chorando de fome as vacas leiteiras, depois eram os porcos dos chiqueiros que gritavam e assim por diante.
A gente nunca podia parar de verdade e descansar como fazemos hoje em dia.
Hoje em dia tudo já vem quase pronto em nossa mesa.
As pessoas de cidade de dias atuais trabalham menos e ganham pouco.
Lá se tinha o velho engenho de cana de açúcar que se cozinhava o famoso "meladão". Era um derivado da garapa, que é a cana de açúcar moída, suco de cana. O suco de cana levemente azedado fervido e re-fervido se transformava em "meladão".
Também se fazia a farinha de mandioca, biju e outros derivados da farinha de mandioca.
Também se tinha o açougue a cada final de semana era matado um boi ou qualquer um outro gado de corte.
Assim era a nossa rotina. Assim era a casa de roça dos irmãos
Odwazny. Mas agora, eram onze horas da noite... Alguém bate no portão...? Quem vem lá...? Grita o tio Antek...
O tio Júlio loge responde é o seu Lipinski !
Então em seguida gritava o tio Vadek... Ocz comoter ...!
Que em polonês quer dizer, venha compadre !
Lá vem o seu Lipinski...vem com as suas encomendas mal feitas...?
digo mal feitas, porque eram feitas pela metade, dizia sua esposa,
Sua mulher mandava-o fazer as devidas compras de roça,
ele nunca comprava o que devia, ele sempre comprava o que não devia...?
assim dizia a sua esposa dona Baranocha (seu apelido)
Seu Lipinski sempre tomava primeiro suas doses da manguassa, marvada pinguinha,
(o seu chlug)trago em polonês,daí, contava histórias e casos o dia todo no boteko
do seu Fritz, depois seguiria a sua viagem para o alto da colina, onde morava.
Depois ele iria se relembrar de sua lista de compras...?
É claro, se esquecia de tudo ou só poderia se lembrar pela metade de sua lista de compras, como se dizia na roça de Venda.
Naquela época, o tempo não corria... a gente não tinha muita pressa,
Não se contava as horas...?
Não se contava uma produção feita as pressas...?
Uma produção mal feita, uma produção em série... produção sem qualidade, produtos que são de menos valia para a vida...?
São produtos de menos valia de valor R$ 1,99...?
Não se andava com o relógio na mão, para se ver as horas,
Olhava-se para o sol, o sol e a lua eram nossos astros guias.
Na contagem dos tempos, na contagem das estações... na contagem da vida...?
Ou então, olhava-se para a sombra do velho engenho de cana de açúcar e se dizia e se contava as horas do dia... ?
Assim, conforme estava a sombra declinada do sol, se dizia:
São doze horas !
Era a hora sagrada, era a hora do almoço, do arroz com feijão e pão de milho, com bastante carne de porco com torresmo,
mais as saladas de pepinos em conservas,
Que eram feitas em salmoras com bastante sal grosso e vinagre,
ovos fritos e mexidos, com mandioca amassada frita e meladão.
O almoço sempre era um momento sagrado, se fazia a oração para se agradecer ao nosso pão de cada dia,
foi um tempo de fartura e se dizia:
Deus seja sempre louvado em Nosso Senhor Jesus Cristo.
A comida era boa, se dizia, o melhor tempero da comida era a fome de roça.
E como se comia... comia um prato, dois, três pratos cheios.
A gente comia para encher a barriga, a gente não sabia se alimentar,
mas se dizia:
Vamos encher a barriga, era isso mesmo que a gente fazia.
Sem muita etiqueta, sem cerimonias vazias enfeitadas com
as vaidades humanas,
A franqueza era uma meta dos caipiras de roça...?
A verdade e a honra eram as nossas linhas mestras para a vida.
Tempo de roça se tinha mais hospitalidade, mais camaradagem,
As pessoas e as famílias, parece que eram mais amigas,
mais prestativas, Não se tinha a televisão, nem Internet, nem computador...?
A conversa na varanda da casa, assim se passava o tempo nas noitadas afora...
Falando em conversas e causos o seu Lipinski era um especialista,
ele era como se diz nos ditados:"Transformava o ouvido em vista
"Suas palavras eram contadas em figuras de linguagem,
que nos faziam delirar de emoção,então,a gente sempre queria ouvir mais outro caso, mais outra história, mais outra figura, mais outro comentário...
Eram dez horas da noite, o homem estava falando, eram onze horas da noite, mais conversas e rola-papo...rola-papo sem fim...?
Ouvia-se os cachorros do mato uivando nos matagais dos morros,
Nos morros e colinas do Município de Massaranduba.
A lua cor de prata continuava cintilante lá no céu.
Meu velho avô seu Janek Odwazny a pedido de seu Linpinki,
Deveria buscar a Santa Bíblia que era escrita em polonês,
Bíblia esta que datava dos anos de 1858 publicada pela Sociedade Bíblica polonesa,
Era uma bíblia grande com bastante ilustrações, também era chamada de:
História Sagrada, sagrada pelo seu conteúdo e seu respeito que se tinha.
Agora, não se tinha pressa mesmo, o seu Lipinski já estava um pouco melhor...?
depois do seu “pórre” de cana brava,
agora estava melhor, mas, nem tanto...?
estava como se diz no datado:
Estava mais ou menos...?
Parecia que o homem se transformava em um grande pregador, ficava muito animado com as histórias da bíblia,
meu avô lia ou recitava de cor em plonês...?
Recordo ainda de uma passagem bíblica da qual ele muito gostava eram: A História das dez pragas...? Falava nos
sobre as dez pragas que Moisés lança sobre o Egito.
Que mensagem!
Aqui parece que a “marvada pinga”não o atrapalhava em nada,
muito pelo contrário,o deixava mais animado para comentar e pregar.
Ele não sabia ler, meu avô era o seu leitor e ele era o pregador.
Vale lembrar que, a luz de nossa época era o velho ensebado lampião a querozene.
Que lançava ao seu redor uma mistura de fumaça preta e luz,
que lentamente ia queimando na sala e outro lampião estava bem ao centro da mesa da cozinha.
Que tempo animado !
Que momento feliz que ficou na saudade!
LIÇÃO DE HOSPITALIDADE E PACIENCIA !
Meu avô ia dormir com as galinhas como se diz no ditado:
Isto é, 8 horas da noite em tempo de roça, já era hora de dormir, hora de estar na cama.
Em compensação as 4 horas da manhã no primeiro cantar do galo da madrugada, já era hora de acordar e levantar e ir
tratar a bicharada de roça.
Tratar e dar a devida ração, aos bois, aos pintos de granja, tratar os cavalos, tratar as vacas leiteiras, tirar o leite,
ordenhar a vaca leiteira etc.
Coisas e tarefas do tempo de roça.
Porém, quando vinha o seu amigo Lipinski, digo o seu maior amigo, ele o tratava com toda a hospitalidade e respeito.
Vale a pena ressaltar que, ele vinha bêbado e todas as vezes
que vinha, já vinha "bem turbinado", isto é, bem bêbado.
Mas ele chegava pelas 9 ou horas da noite, no sítio isto já é
hora avançada, já é quase madrugada.
Pois as tarefas de roça não acabavam nunca, sempre se tinha
algo a fazer.
Por isso a gente vivia cansado, muito cansado.
Mas mesmo cansado e meu avô já tinha neste tempo os seus
quase 70 anos de idade não reclamava, atendia bem o seu
amigo em sinal de respeito e hospitalidade.
Hospitalidade esta que quase se perdeu nos dias atuais, quando se vai visitar alguém hoje em dia, seja amigo ou seja
algum parente, se é mal recebido em qualquer hora do dia ou
da noite, são poucas as pessoas que ainda conservam e valorizam a hospitalidade.
A hospitalidade e respeito são os pilares mais importante de uma família, de uma comunidade ou de um povo.
Vamos resgatar estes pilares mestre dos velhos tempos de roça.
O trabalho é importante, mas as pessoas são mais importantes. Principalmente, os nossos parente e familiares são as pessoas mais importantes da vida, sem eles não podemos viver.
Que Deus nos ajude em sempre conservar a hospitalidade e
as boas maneiras de:
Respeito, Amor ao próximo e carinho para com todos
os seres humanos. Como nos canta o cantor dizendo:
Mas, aqueles anjos que no tempo eu perdi, a companhia deles eu perdi...?
Aqueles anjos que nos guardavam e protegiam em nosso tempo de infância e juventude... !
Oh como era consoladora a sua presença cheia de esperança e fé!
È correto a poesia cantada pelo cantor Roberto Carlos que nos diz:
Mas aqueles anjos que agora já se foram, depois que eu cresci...
Meu mundo agora parece tão distante...?
Agora podemos dizer como nos escreveu o salmista:
"O anjo do Senhor acampasse ao redor dos que o temem e os livra..."
Alfonso Czaplinski
( Imagem parecida - Fonte internet 2010 )
A nossa casa de roça até se parece como foi descrito no conto do escritor russo de nome Dostoievski que fala sobre a Casa dos Irmãos Karamazov. Mas de fato a casa era de políticos, dos governos e dos administradores públicos em sua época, a chamada era sem leis.Que ainda pode ser comparada ao velho Oeste Americano onde nós assistíamos os seus famosos filmes no cinema antigo de Hollywood. Quem já não ouviu falar dos justiceiros do velho Oeste, que depois de tanto esperar pela justiça do poder público e nada acontecia. Então apareciam os famosos justiceiros do velho oeste que resolviam tudo à bala. Quem da chamada "velha guarda" ou da "jovem guarda" não ouviu falar e assistiu os filmes do famoso defensor dos pobres e dos injustiçados que sempre aparecia com o seu cavalo preto, em noites de lua cheia para fazer justiça aos pobres e oprimidos o famoso "Zorro". E O que dizer do outro filme consagrado pela crítica mundial e chamado de; Os "Canhões de Navarone" etc. Assim neste conto onde Dostoievski fala sobre a história de uma grande família que caiu em falência, vícios do álcool, crimes de guerra, corrupção política e administração pública e depressão. Casa em que o escritor Dostoievski descreve o seu livro com seguinte título: "Crime e Castigo" da violência cometida pela famosa máfia russa em sua época, que era uma injustiça praticada contra os lavradores e agricultores de seu tempo, e como também os pobres e miseráveis no império russo, onde vigorava a lei dos mais fortes, e a lei dos mais influentes. Mas os nossos parentes e familiares não partiram para a violencia e crimes não. Eles não partiram para o crime e violência, porque eram pessoas honestas e direitas e corretas. Mas, praticaram uma outra violência, que foi uma "auto-violência", isto é, uma violência contra as suas próprias vidas. Tornaram-se "beberrões", "ébrios da bebida" e perderam a sua auto-estima. Não conseguiam mais trabalhar direito. Parecia até que perderam a sua fé em Deus e perderam a sua auto-estima e amor pela vida; perderam o amor e alegria de viver pela graça no bondoso Deus, que sempre nos é oferecida gratuitamente em Jesus Cristo Nosso Salvador e Nosso bom Ajudador.
O velho fogão a lenha fazendo a boa
comida dos tempos de roça...
Era uma casa de roça de uma família grande de descendentes de poloneses.
Meu avô tinha dez filhos homens, minha mãe dona Juliana era a sua única filha.
Também se tinha mais gente para trabalhar na lavoura.
O serviço de lavoura era feito quase todo de uma forma artesanal.
Naquela época não se tinha as tecnologias que nós temos hoje em dia.
Mas como toda casa de roça sempre se tinha bastante serviço para se fazer, as tarefas de roça parece que nunca acabavam, sempre se tinha algo a fazer. Mal se acabava uma tarefa, já outra tarefa diferente estava nos aguardando.
Acordava-se as 4 horas da manhã e se trabalhava até altas horas da noite, ainda ficava muita coisa por se fazer.
Quando se acabava de ordenhar as vacas leiteiras, logo em seguida deveria ir-se e tratar as galinhas, depois de tratadas as galinhas, lá estavam os cavalos pedindo a sua ração diária...
Quando se acabava de tratar os cavalos lá estavam chorando de fome as vacas leiteiras, depois eram os porcos dos chiqueiros que gritavam e assim por diante.
A gente nunca podia parar de verdade e descansar como fazemos hoje em dia.
Hoje em dia tudo já vem quase pronto em nossa mesa.
As pessoas de cidade de dias atuais trabalham menos e ganham pouco.
Lá se tinha o velho engenho de cana de açúcar que se cozinhava o famoso "meladão". Era um derivado da garapa, que é a cana de açúcar moída, suco de cana. O suco de cana levemente azedado fervido e re-fervido se transformava em "meladão".
Também se fazia a farinha de mandioca, biju e outros derivados da farinha de mandioca.
Também se tinha o açougue a cada final de semana era matado um boi ou qualquer um outro gado de corte.
Assim era a nossa rotina. Assim era a casa de roça dos irmãos
Odwazny. Mas agora, eram onze horas da noite... Alguém bate no portão...? Quem vem lá...? Grita o tio Antek...
O tio Júlio loge responde é o seu Lipinski !
Então em seguida gritava o tio Vadek... Ocz comoter ...!
Que em polonês quer dizer, venha compadre !
Lá vem o seu Lipinski...vem com as suas encomendas mal feitas...?
digo mal feitas, porque eram feitas pela metade, dizia sua esposa,
Sua mulher mandava-o fazer as devidas compras de roça,
ele nunca comprava o que devia, ele sempre comprava o que não devia...?
assim dizia a sua esposa dona Baranocha (seu apelido)
Seu Lipinski sempre tomava primeiro suas doses da manguassa, marvada pinguinha,
(o seu chlug)trago em polonês,daí, contava histórias e casos o dia todo no boteko
do seu Fritz, depois seguiria a sua viagem para o alto da colina, onde morava.
Depois ele iria se relembrar de sua lista de compras...?
É claro, se esquecia de tudo ou só poderia se lembrar pela metade de sua lista de compras, como se dizia na roça de Venda.
Naquela época, o tempo não corria... a gente não tinha muita pressa,
Não se contava as horas...?
Não se contava uma produção feita as pressas...?
Uma produção mal feita, uma produção em série... produção sem qualidade, produtos que são de menos valia para a vida...?
São produtos de menos valia de valor R$ 1,99...?
Não se andava com o relógio na mão, para se ver as horas,
Olhava-se para o sol, o sol e a lua eram nossos astros guias.
Na contagem dos tempos, na contagem das estações... na contagem da vida...?
Ou então, olhava-se para a sombra do velho engenho de cana de açúcar e se dizia e se contava as horas do dia... ?
Assim, conforme estava a sombra declinada do sol, se dizia:
São doze horas !
Era a hora sagrada, era a hora do almoço, do arroz com feijão e pão de milho, com bastante carne de porco com torresmo,
mais as saladas de pepinos em conservas,
Que eram feitas em salmoras com bastante sal grosso e vinagre,
ovos fritos e mexidos, com mandioca amassada frita e meladão.
O almoço sempre era um momento sagrado, se fazia a oração para se agradecer ao nosso pão de cada dia,
foi um tempo de fartura e se dizia:
Deus seja sempre louvado em Nosso Senhor Jesus Cristo.
A comida era boa, se dizia, o melhor tempero da comida era a fome de roça.
E como se comia... comia um prato, dois, três pratos cheios.
A gente comia para encher a barriga, a gente não sabia se alimentar,
mas se dizia:
Vamos encher a barriga, era isso mesmo que a gente fazia.
Sem muita etiqueta, sem cerimonias vazias enfeitadas com
as vaidades humanas,
A franqueza era uma meta dos caipiras de roça...?
A verdade e a honra eram as nossas linhas mestras para a vida.
Tempo de roça se tinha mais hospitalidade, mais camaradagem,
As pessoas e as famílias, parece que eram mais amigas,
mais prestativas, Não se tinha a televisão, nem Internet, nem computador...?
A conversa na varanda da casa, assim se passava o tempo nas noitadas afora...
Falando em conversas e causos o seu Lipinski era um especialista,
ele era como se diz nos ditados:"Transformava o ouvido em vista
"Suas palavras eram contadas em figuras de linguagem,
que nos faziam delirar de emoção,então,a gente sempre queria ouvir mais outro caso, mais outra história, mais outra figura, mais outro comentário...
Eram dez horas da noite, o homem estava falando, eram onze horas da noite, mais conversas e rola-papo...rola-papo sem fim...?
Ouvia-se os cachorros do mato uivando nos matagais dos morros,
Nos morros e colinas do Município de Massaranduba.
A lua cor de prata continuava cintilante lá no céu.
Meu velho avô seu Janek Odwazny a pedido de seu Linpinki,
Deveria buscar a Santa Bíblia que era escrita em polonês,
Bíblia esta que datava dos anos de 1858 publicada pela Sociedade Bíblica polonesa,
Era uma bíblia grande com bastante ilustrações, também era chamada de:
História Sagrada, sagrada pelo seu conteúdo e seu respeito que se tinha.
Agora, não se tinha pressa mesmo, o seu Lipinski já estava um pouco melhor...?
depois do seu “pórre” de cana brava,
agora estava melhor, mas, nem tanto...?
estava como se diz no datado:
Estava mais ou menos...?
Parecia que o homem se transformava em um grande pregador, ficava muito animado com as histórias da bíblia,
meu avô lia ou recitava de cor em plonês...?
Recordo ainda de uma passagem bíblica da qual ele muito gostava eram: A História das dez pragas...? Falava nos
sobre as dez pragas que Moisés lança sobre o Egito.
Que mensagem!
Aqui parece que a “marvada pinga”não o atrapalhava em nada,
muito pelo contrário,o deixava mais animado para comentar e pregar.
Ele não sabia ler, meu avô era o seu leitor e ele era o pregador.
Vale lembrar que, a luz de nossa época era o velho ensebado lampião a querozene.
Que lançava ao seu redor uma mistura de fumaça preta e luz,
que lentamente ia queimando na sala e outro lampião estava bem ao centro da mesa da cozinha.
Que tempo animado !
Que momento feliz que ficou na saudade!
LIÇÃO DE HOSPITALIDADE E PACIENCIA !
Meu avô ia dormir com as galinhas como se diz no ditado:
Isto é, 8 horas da noite em tempo de roça, já era hora de dormir, hora de estar na cama.
Em compensação as 4 horas da manhã no primeiro cantar do galo da madrugada, já era hora de acordar e levantar e ir
tratar a bicharada de roça.
Tratar e dar a devida ração, aos bois, aos pintos de granja, tratar os cavalos, tratar as vacas leiteiras, tirar o leite,
ordenhar a vaca leiteira etc.
Coisas e tarefas do tempo de roça.
Porém, quando vinha o seu amigo Lipinski, digo o seu maior amigo, ele o tratava com toda a hospitalidade e respeito.
Vale a pena ressaltar que, ele vinha bêbado e todas as vezes
que vinha, já vinha "bem turbinado", isto é, bem bêbado.
Mas ele chegava pelas 9 ou horas da noite, no sítio isto já é
hora avançada, já é quase madrugada.
Pois as tarefas de roça não acabavam nunca, sempre se tinha
algo a fazer.
Por isso a gente vivia cansado, muito cansado.
Mas mesmo cansado e meu avô já tinha neste tempo os seus
quase 70 anos de idade não reclamava, atendia bem o seu
amigo em sinal de respeito e hospitalidade.
Hospitalidade esta que quase se perdeu nos dias atuais, quando se vai visitar alguém hoje em dia, seja amigo ou seja
algum parente, se é mal recebido em qualquer hora do dia ou
da noite, são poucas as pessoas que ainda conservam e valorizam a hospitalidade.
A hospitalidade e respeito são os pilares mais importante de uma família, de uma comunidade ou de um povo.
Vamos resgatar estes pilares mestre dos velhos tempos de roça.
O trabalho é importante, mas as pessoas são mais importantes. Principalmente, os nossos parente e familiares são as pessoas mais importantes da vida, sem eles não podemos viver.
Que Deus nos ajude em sempre conservar a hospitalidade e
as boas maneiras de:
Respeito, Amor ao próximo e carinho para com todos
os seres humanos. Como nos canta o cantor dizendo:
Mas, aqueles anjos que no tempo eu perdi, a companhia deles eu perdi...?
Aqueles anjos que nos guardavam e protegiam em nosso tempo de infância e juventude... !
Oh como era consoladora a sua presença cheia de esperança e fé!
È correto a poesia cantada pelo cantor Roberto Carlos que nos diz:
Mas aqueles anjos que agora já se foram, depois que eu cresci...
Meu mundo agora parece tão distante...?
Agora podemos dizer como nos escreveu o salmista:
"O anjo do Senhor acampasse ao redor dos que o temem e os livra..."
Alfonso Czaplinski
Olá Tio Alfonso,Gostei Muito Do Que Voce Escreveu
ResponderExcluirGosto Muito De Lembrar Da Família
Abraços De Seu Primo Lucas