Relembro-me com saudades deste tempo de criança, tempo da inocência,tempo que o tempo não esquece jamais, assim nos canta o poeta.
Oh como eu gostava!
Ao ver o trem passar, nas estações, nas curvas das encostas dos morros, o barulho dos seus vagões,em especial, como eu adorava ver as pessoas felizes olhando para nós e nos abanando com as mãos e nos dando os adeus, os até logo, os Tchaausss...
Oh como era sentimental e romântico!
Ver a nossa namoradinha nos esperando na estação nos tempos de roça!
A Maria Fumaça começou a circular em nossa região nos meados dos anos de 1900 a 1985,e em algumas regiões de nosso país foi além...?
Em nossa região foi a era dos trens a vapor, e os depois vieram as maquinas de trem a Diesel. Nesta época, o trem de carga era chamado de"trem-misto" isto é, o trem levava em seus vagões uma mistura de carga e claro, tinha os passageiros, que eram chamados de segunda ou terceira classe, assim era chamado neste tempo.
Nesta época, os trens funcionavam a vapor isto é, a maquina do trem era uma enorme caldeira, que puxava os vagões. Maquinista era uma profissão de destaque e respeito. Ouvia-se falar que, um funcionário maquinista antigo de carreira, da extinta (Rede Ferroviária Federal) ganhava um salário mensal em torno de (20 sm)
Maquinista era homem que fazia de tudo para que não faltasse fogo em sua caldeira, para que o trem não parasse a beira do caminho, atrasando a viagem que já era lenta e cheia de conversa e contos em seu interior, tudo era motivo de festa. Nesta época não se tinha pressa. A maquina do trem a vapor, fora apelidada carinhosamente pela população de, dona "Maria Fumaça".
Maquinista era homem que fazia de tudo para que não faltasse fogo em sua caldeira, para que o trem não parasse a beira do caminho, atrasando a viagem que já era lenta e cheia de conversa e contos em seu interior, tudo era motivo de festa. Nesta época não se tinha pressa. A maquina do trem a vapor, fora apelidada carinhosamente pela população de, dona "Maria Fumaça".
Nesta época surgiu o famoso "maquinista Miquimba", ele era um homem que fazia a rota que vinha desde o porto de S. Francisco do Sul e ia até o Alto da Serra de Mafra Rio Negro- divisa PR- SC.
O Miquimba fazia muito sucesso entre a mulherada "mal amada". Diziam os seus amigos e adversários que,quando ele vinha com a sua maquina de trem fazendo, fuk, fuk ou ték... ték..e apitando feliz nas curvas, acrescentado ao barulho dos seus vagões, com os espirros fortes da dona Maria fumaça, com a fumarada que fazia-se em sua volta, a mulherada ao longe, gritava assim:
Vem miquimba ,Vem Miquimba... Vem Miquimba... Vem nos amar...? Vamos deitar e rolar !
Vem miquimba ,Vem Miquimba... Vem Miquimba... Vem nos amar...? Vamos deitar e rolar !
Miquimba como era malandro e apaixonado, trazia em sua sacola cheia de presentes ao seu mulherio.
Dizem: que ele distribuía ao seu fã clube de mulheres, o que mais elas queriam e gostavam, e talvez, não recebiam em casa de seus maridos.
Dizem: que ele distribuía ao seu fã clube de mulheres, o que mais elas queriam e gostavam, e talvez, não recebiam em casa de seus maridos.
Distribuía: sorrisos,distribuía abraços,beijos e carinhos, e claro, em sua sacola ele levava os presentes que talvez, mais encantavam a “mulherada” da época.
Eram presentes de perfumes, balinhas, calcinhas e claro, florzinhas, assim as mulheres não resistiam aos seus encantos de "paixonites" e desmaiavam em seus braços.
Assim caminha a nossa sociedade, assim caminha a nossa humanidade, cheia de carência, cheia de promessas de amores que não se realizaram, cheia alegrias nos casamentos formais que levam aos desencantos, frustrações e separações de casamentos que são mal feitos. Assim nos adverte Cristo Jesus dizendo:
Assim caminha a nossa sociedade, assim caminha a nossa humanidade, cheia de carência, cheia de promessas de amores que não se realizaram, cheia alegrias nos casamentos formais que levam aos desencantos, frustrações e separações de casamentos que são mal feitos. Assim nos adverte Cristo Jesus dizendo:
Oh geração má e adúltera que está doente e pede um sinal de fé. Não consegue viver em paz em seu lar, em seu casamento, por causa da dureza de seus corações e seus pecados sexuais.
Disse-nos,o Mestre dos mestres Cristo Jesus o nosso Salvador.
Perguntamos: Será que poderemos um dia ter de volta os nossos trens antigos...? trem a moda dos velhos tempos de roça...?
Poderemos quem sabe, uma dia,ver circulando de volta os velhos trens, nem que seja apenas para dar aquele passeio...?
Passeio este, que se vinha desde o Porto de São Francisco do Sul e poder viajar sem pressa até o Alto da Serra, Mafra, Rio Negro,divisa PR-SC.etc.
Fico aqui pensando, é certo o dizer daquele poeta que nos canta em sua música da saudade:
Oh que saudade que me dá...!
Oh que saudade que eu tenho...!
da velha cuíca, do pandeiro e do tamborim...!
Oh que saudade que me dá dos velhos tempos! De emoção, sinto até vontade de chorar!
Perguntamos: Será que poderemos um dia ter de volta os nossos trens antigos...? trem a moda dos velhos tempos de roça...?
Poderemos quem sabe, uma dia,ver circulando de volta os velhos trens, nem que seja apenas para dar aquele passeio...?
Passeio este, que se vinha desde o Porto de São Francisco do Sul e poder viajar sem pressa até o Alto da Serra, Mafra, Rio Negro,divisa PR-SC.etc.
Fico aqui pensando, é certo o dizer daquele poeta que nos canta em sua música da saudade:
Oh que saudade que me dá...!
Oh que saudade que eu tenho...!
da velha cuíca, do pandeiro e do tamborim...!
Oh que saudade que me dá dos velhos tempos! De emoção, sinto até vontade de chorar!
Eu lhes peço: Meus amigos e autoridades de Santa Catarina e empresários da Malha Ferroviária.
Empresários que irão comandar os trilhos de trens do futuro e do passado.
Tragam de volta o nosso velho e saudoso Trem!
Tragam de volta, a nossa querida e saudosa dona "Maria Fumaça" nem que seja apenas para fazer as viagens de turismo e passeio!
ALGUNS DEPOIMENTOS DE PESSOAS QUE TRABALHARAM NA REDE (FERROVIÁRIA)
Depoimentos de pessoas que também sentem saudades dos velhos trens, como eu, assim, como todos nós sentimos, saudades...?
Assim se expressa José Ramiro um ex-funcionário da Rede Ferroviária:
Eu deveria fazer as contas exatas seja a maquina ou seja de cor ,de cabeça, deveria dar uma conta exata. Senão, eu teria grandes problemas...?
Velha função de: Calculista e faturista.
"Quando passei para o faturamento, comecei a deslanchar no serviço. Um dia o encarregado perguntou: 'Você sabe escrever à máquina?' 'Sei, mas estou dês-treinado. "Então comecei a treinar." Fiquei treinando faturamento simples, na máquina, mais ou menos um mês. Quando eu fazia 100 faturas por dia, já era um craque. E comecei a caprichar. Depois o encarregado achou que eu tinha que ir para a seção de cálculo.
Éramos em quatro. Certo dia faltaram três funcionários, e eu fiquei sozinho. Era sábado e o armazém estava entupido.
Deveria dar conta de três mil e 500 faturas! Deveria supervionar 15 máquinas trabalhando. Trabalhei 8 horas naquilo, sem parar, com uma maquininha de calcular manual. A máquina era manual, mas eu fazia tudo sozinho.
Eu fiz 3.500 despachos, assim nos diz seu José Ramiro.
Despachos de toda natureza, pequenos, grandes. Eu tinha as tabelas de fretes e fazia os cálculos para cada ferrovia, para calcular o frete a ser pago pelo despacho que estava fazendo. Por exemplo: de São Paulo a Barretos tem uma quilometragem.
Você vai entrar em duas ferrovias, que eram a Santos-Jundiaí e a Companhia Paulista. Na Santos-Jundiaí era 14,10 por mil quilos, na Paulista 12,20. Eram porcentuais diferentes para cada trajeto. Juntava tudo, somava, multiplicava e dava o frete certo."
Chefe de estação
"Passei de faturista para calculista, depois para classificador, que já era um nível maior e chefe de estação. O chefe da estação controla a estação e coordena todo o serviço: manobras de vagões, saída e chegada de vagões, expedição de cargas, além de todo o pessoal da estação.
"Passei de faturista para calculista, depois para classificador, que já era um nível maior e chefe de estação. O chefe da estação controla a estação e coordena todo o serviço: manobras de vagões, saída e chegada de vagões, expedição de cargas, além de todo o pessoal da estação.
Eu era responsável por tudo: pelo pessoal da manobra, pelo pessoal do armazém, conferentes, bilheteiros e todo pessoal inerente à estação.
Na Moca, eram uns 100 funcionários, em três turnos. Já a estação ferroviária do Pari é só de carga. Só no armazém eram 36 vagões de carga por dia. Os volumes grandes eram carregados no pátio - outros 20 vagões por dia, mais ou menos. A gente coletava mercadoria na casa do cliente e os caminhões descarregavam no armazém, cada volume com seu destino.
No armazém tudo era separado e depois carregado pela ordem de descarga.
A primeira carga a ser descarregada é a última a carregar. A última a descarregar, era a primeira, e assim por diante.
Cada lugar tem o seu sistema de funcionamento, mas você tem que conhecer o departamento de pessoal deve conhecer correspondência, precisa conhecer as mercadorias e uma porção de coisas.
Você é o chefe, e o chefe tem que saber de tudo.
Não se pode dizer:
Ah, depois eu faço! Não!
Na ferrovia não se faz depois, se faz agora...?
Pena e vergonha.
"Hoje a ferrovia dá “pena” de nos mesmo,e da “pena” de nossa história que era cheia de bons exemplos,e da dedicação de muitos funcionários, do trabalho honesto e bom atendimento ao nosso público.
Quem conheceu a nossa ferrovia 40 anos atrás, e o que vemos hoje em dia...?
Dá pena e dá vergonha. Continua Ramiro.
Foi uma mudança tão radical, mas nada para melhor, tudo sempre para pior.
Em lugar de progredir, regredimos...?
Não se tem mais manutenção...?
Não se tem mais hierarquia...!
Não se tem mais nada...!
A ferrovia nos de hoje está um caos.
O trem vai com porta aberta.
"Temos até surfista no trem". diz Ramiro,
Nadando de braçadas...?
No trem acontece de tudo:
Tráfico de drogas, assaltos, acontece de tudo mesmo.
Temos até relação sexual dentro do trem...?
Mas quem sabe, um dia tudo isso irá mudar para melhor...? (adaptado) ( Conforme relatos de José Ramiro F. Rocha Ilha da Madeira )
CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA MALHA DE REDE FERROVIÁRIA DO MERCOSUL?
NOSSAS ESTRADAS ESTÃO SUCATEADAS ?
NOSSOS TRENS SÃO DE CEM ANOS ATRÁS ?
DAQUI A DEZ ANOS TUDO ESTARÁ CONGESTIONADO ? VIA AÉREA E VIA FERREA?
Que Deus assim nos ajude a preservar a nossa Ferrovia. A Nossa Ferrovia precisa de uma grande mudança tecnológica.
Precisamos de grandes investimentos na construção de novas linhas de trens, a malha da Rede Ferroviária neste país gigante que é o nosso Brasil. Estamos no atraso de aproximadamente cem anos...? Em relação a nossa Malha Ferroviária.
Nossa linha está seriamente danificada e desatualizada. A Nossa Rede foi construída no tempo do Brasil imperial ( em meados dos anos de 1900 um pouco antes) Hoje tudo isso ficou na mente e na saudade dos velhos tempos. Mas não atende mais a nossa demanda de século XXI, chamado de século da era eletrônica e da era de novas tecnologias e da era do computador.
O nosso Mercosul precisa urgentemente desta Grande Rede de Malha Ferroviária. Para ligação Norte-Sul e conexões Leste-Oeste. Para ligação com os nossos países que compõe o bloco do Mercosul.
Pois as nossas Brs. as nossas auto-estradas da Br 101 e outras já estão ultrapassadas e congestionadas, mesmo duplicadas.
Pois as nossas Brs. as nossas auto-estradas da Br 101 e outras já estão ultrapassadas e congestionadas, mesmo duplicadas.
Precisamos de Trens modernos. Precisamos também conservar a nossa natureza e a nossa vida.
Vida essa que temos, pois assim disse-nos o Mestre dos mestres que, a nossa vida vale mais do que o mundo inteiro.
Vida essa que temos, pois assim disse-nos o Mestre dos mestres que, a nossa vida vale mais do que o mundo inteiro.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho único, para que todo o que nele crer tenha vida e vida eterna. Portanto, que todos nós possamos andar sempre reto nos trilhos da vida.
Deus seja sempre Louvado em Cristo Jesus!
Alfonso Czaplinski
Alfonso Czaplinski
Nenhum comentário:
Postar um comentário