La na casa do seu Oscar a gente se hospeda ( artigo in memorian)
"Porque eu era forasteiro e tu me hospedastes..." Jesus
Foto Igreja Presbiteriana de Manduri
Conheci o pastor Elias em meados dos anos de 1973 na cidade de Curitiba.Nessa época eu havia dado baixa do quartel, estava em crise existencial,longe de minha família,passando por momentos de aflição e angústia,estava sem preparo acadêmico adequado,e sem rumo em minha vida profissional. Nessa época eu estava visitando várias Igrejas da capital curitibana,visitava a Igreja Assembleia de Deus, visitava a Igreja Quadrangular, a Igreja Metodista, a Igreja Luterana etc.Mas nenhuma dava-me a devida acolhida de que eu estava precisando.Foi quando um belo dia eu conheci a Igreja Presbiteriana de Curitiba da Rua Comendador Araújo em Curitiba.
E foi nessa Igreja que Deus falou profundamente comigo e aceitei a plena fé em Cristo Jesus e sua salvação. Como eu vinha do interior de Santa Catarina e não tinha nenhum preparo para enfrentar a vida nos grandes centros urbanos.Após minha saída do quartel me dava medo de enfrentar a concorrência pela sobrevivência na grande cidade de Curitiba. E diga-se de passagem, nesse tempo tínhamos a ordem nas ruas e nas praças, sob o duro regime militar que comandava o nosso Brasil;E já havia-se tornado um vício, pois era sem sobreavisos a gente freqüentemente via os tanques rolando nas ruas e os soldados armados que posicionavam-se para o ataque aos civis nas ruas,sentia-se como em um clima de guerra; pois lá estavam os soldadinhos trajados com seu uniforme de cor verde-oliva espalhados pelas ruas e pelas praças dos grandes centros urbanos do país. E foi nesta Igreja Presbiteriana que eu despertei o meu dom maior para o chamado ao campo missionário, e assim fui designado para fazer os estudos acadêmico-reparatório no SPS ou Seminário Presbiteriano do Sul em Campinas -SP. E tudo isso aconteceu no pastorado e na presidência da Igreja e pastoral do então Rev. Elias. Foi muito bom e dou graças a Deus pela vida desse grande servo de Deus e pastor da Igreja Presbiteriana.Em foto abaixo rev. Elias Abraão - Imagem tirada da Internet 2012
TRAGÉDIA E ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO NA BR. 376 - CURITIBA-PARANAGUÁ
ANO DE 2012 MORTE DA MISSIONÁRIA DONA MARIA DE MELLO PITTA
"Porque eu era forasteiro e tu me hospedastes..." Jesus
No ano de 1982 fui designado como pastor missionário pelo então Presbitério de Ponta Grossa cidade do Paraná.E meu campo missionário abrangia as Igrejas dos municípios de Prudentópolis e Imbituva cidades e municípios do Paraná. E que deveriam ser assistidas por mim, eram os campos das Igrejas Presbiterianas de Imbituva,Manduri e Prudentópolis. Morava com minha família na cidade de Imbituva. A casa pastoral em Imbituva ficava nos fundos da Igreja. Era uma casa grande de quatro dormitórios, era uma casa de madeira e estava velha pelo uso e pelo tempo. Muitos missionários estrangeiros passaram por lá. E diga-se de passagem, tinham muitas histórias para nos contar. Estes grandes servos do Senhor que gastaram-se na obra do reino de Cristo, moraram nesta casa pastoral da Igreja, e também deixaram as suas marcas aqui de seu trabalho na obra do reino de Cristo. Lá tínhamos um fogão a lenha, no inverno tomava-se o famoso mate de chimarrão ao lado deste famoso fogão à lenha, com aquele gosto de bate-papo gostoso movido ao mate quente e amargoso. E enquanto alguém distribuía e servia-se a famosa cuia de chimarrão quente, que deveria passar de mão em mão.Pois o frio nessa região na época do inverno chega a zero grau (ºgrau). E enquanto isso via-se quando lentamente a lenha do fogão ia sendo queimada,e as brasas vivas iam saltando no braseiro do velho fogão a lenha; e assim ia aquecendo a todos em nossa volta.
E isso ainda era acompanhado de pinhão, do quentão etc. em companhia dos irmãos da Igreja. Era costume do local, todos gostavam de vir e visitar o pastor e tomar café e ou tomar chimarrão conosco. Eu como não estava acostumado a tanto chimarrão; Pois era servido o chimarrão das 7 horas da manhã, era o chimarrão das 11 horas da manhã, e tomava-se o chimarrão das 17 horas das tarde. Eu estava ficando "verde" de tanto tomar da erva amarga do chimarrão. Mas tudo isso era uma grande alegria para mim e para minha família, digo que era uma alegria sem fim, em poder servir e hospedar aos irmãos que vinham de todos os cantos da cidade para nos visitar. E hoje eu recordo-me de que tudo isso ficou nas marcas do tempo, e nas marcas da saudade de um tempo que não volta jamais.Tudo isso ficou na história dos velhos missionários que um dia por lá passaram e como também nós passamos por lá.
E isso ainda era acompanhado de pinhão, do quentão etc. em companhia dos irmãos da Igreja. Era costume do local, todos gostavam de vir e visitar o pastor e tomar café e ou tomar chimarrão conosco. Eu como não estava acostumado a tanto chimarrão; Pois era servido o chimarrão das 7 horas da manhã, era o chimarrão das 11 horas da manhã, e tomava-se o chimarrão das 17 horas das tarde. Eu estava ficando "verde" de tanto tomar da erva amarga do chimarrão. Mas tudo isso era uma grande alegria para mim e para minha família, digo que era uma alegria sem fim, em poder servir e hospedar aos irmãos que vinham de todos os cantos da cidade para nos visitar. E hoje eu recordo-me de que tudo isso ficou nas marcas do tempo, e nas marcas da saudade de um tempo que não volta jamais.Tudo isso ficou na história dos velhos missionários que um dia por lá passaram e como também nós passamos por lá.
AS VISITAS A IGREJA PRESBITERIANA DE MANDURI - PRUDENTÓPOLIS PR
Foto Igreja Presbiteriana de Manduri
Essa Igreja tem uma história muito interessante na Evangelização do sertão do Paraná nos anos de 1880-1950 e chegando até os dias de hoje.Eram missionários itinerantes que vinham de Curitiba e passavam por Castro, Imbituva etc. e que dirigiam-se ao Norte do Paraná.E assim iam ao Norte Novo,Norte-Velho como ainda é chamado até os dias de hoje.A parada missionária depois de pois de Ponta Grossa era sem dúvida a Igreja Presbiteriana de Manduri.Lá tinham a parada obrigatória todos antigos missionários e pastores que dirigiam-se para o sertão de Guarapuava,Cascavel,Foz do Iguaçú etc.E assim esses servos do Senhor deveriam parar em Manduri,e deveriam passar pela Igreja de Manduri.E que neste tempo esta era uma Igreja missionária,acolhedora e muito ativa nesta época dos antigos missionários presbiterianos que vinham de todas as partes do Brasil.
E era assim distribuída a nossa viagem missionária e assistência pastoral na época.Em uma semana de cada mês eu deveria ir e visitar toda a irmandade dessa Igreja. Deveria ir sem pressa, pois cada família gostava de passar o dia com o pastor e sua esposa.Orar pela família, pelos filhos, tomar café,tomar chimarrão,contar casos, ouvir casos etc. E deveríamos ir os dois,pastor e esposa juntos e acompanhados, senão tinha-se problemas por lá, digo com as irmãs da Igreja. Se algum pastor ou missionário fosse a sós sem a sua esposa. Logo alguém perguntava em tom repreensivo e diziam:
E era assim distribuída a nossa viagem missionária e assistência pastoral na época.Em uma semana de cada mês eu deveria ir e visitar toda a irmandade dessa Igreja. Deveria ir sem pressa, pois cada família gostava de passar o dia com o pastor e sua esposa.Orar pela família, pelos filhos, tomar café,tomar chimarrão,contar casos, ouvir casos etc. E deveríamos ir os dois,pastor e esposa juntos e acompanhados, senão tinha-se problemas por lá, digo com as irmãs da Igreja. Se algum pastor ou missionário fosse a sós sem a sua esposa. Logo alguém perguntava em tom repreensivo e diziam:
"Porque a sua esposa não veio ? Pois todos nós precisamos muito dela por aqui para nos ajudar e aconselhar...? E era assim mesmo; quando cheguei pela primeira vez nesta Igreja, visitava um e falava com outro e logo ao final do dia alguém já perguntava:Irmão pastor! Onde vai se hospedar hoje...? Em seguida alguém já respondia:Vai se hospedar na casa do seu Oscar Rickli. E assim eu dizia:Tudo bem!E em seguida para lá fomos nós conhecer esse sujeito tão simpático e hospitaleiro, e que gostava de hospedar pastores e missionários de longas datas, e assim era a tradição de hospedagem de pastores e missionários com ele e com todos os seus pais e avós.
Hospedar bem era tradição desta família Oscar Rickli. E quando fui trabalhar na Igreja de Manduri na segunda viagem missionária.Visito um,falo com outro irmão,logo alguém perguntava ao entardecer;Pastor aonde vai se hospedar hoje? E a resposta era sempre a mesma, na casa do seu Oscar. Não que lá não tivéssemos outros irmãos hospitaleiros e hospedeiros.Na Igreja tínhamos também um grande amigo chamado Wilson Rickli que sempre nos hospedava em sua casa. Essa era uma Igreja alegre, feliz e muito hospitaleira. Era uma Igreja de sítio; e havia lá poucas pessoas em condições para hospedar, pois a maioria dos irmãos eram pessoas simples de roça, e não tinham as condições adequadas para acomodação do pastor e sua esposa e filhos.
Hospedar bem era tradição desta família Oscar Rickli. E quando fui trabalhar na Igreja de Manduri na segunda viagem missionária.Visito um,falo com outro irmão,logo alguém perguntava ao entardecer;Pastor aonde vai se hospedar hoje? E a resposta era sempre a mesma, na casa do seu Oscar. Não que lá não tivéssemos outros irmãos hospitaleiros e hospedeiros.Na Igreja tínhamos também um grande amigo chamado Wilson Rickli que sempre nos hospedava em sua casa. Essa era uma Igreja alegre, feliz e muito hospitaleira. Era uma Igreja de sítio; e havia lá poucas pessoas em condições para hospedar, pois a maioria dos irmãos eram pessoas simples de roça, e não tinham as condições adequadas para acomodação do pastor e sua esposa e filhos.
Em figura abaixo Queda d' Água de Manduri - PR
A casa do seu Oscar e dona Vasti era uma casa acolhedora; uma casa de campo.Ficava situada ao lado de um rio de cachoeiras de pedras e com uma boa queda água. Em volta da residencia tinha um pasto grande, com grandes pés de pinheiro em volta da casa. A casa era sempre bem limpa e arrumada; sentia-se o cheiro suave das flores dos pés das laranjeiras, ouvia-se o canto dos sabiás que entoavam na copada do pinheiro, e de outro lado cantava alegre o bem-ti-vi. E na mata mais adentro o Inhambu ia piando e chororó cantando... como nos diz a letra da música sertaneja dos velhos tempos.E a noite acompanhado do grito e dos uivos dos graxains e outros bichos selvagens. Também ouvia-se os grilos que tilintavam e as corujas que piavam nas noites a dentro.Assim era esse jardim campestre que a mão do Senhor tinha abençoado.
E em nossas viagens missionárias era assim mesmo e tinha-se tornado quase um vício; Nós íamos almoçar ou jantar e ou hospedava-se por uma noite em casa de algum dos irmãos da Igreja,e o resto da semana retornava-se a casa do seu Oscar.E que sempre nos aguardava de braços abertos.Quando chegava-se a casa do seu Oscar depois dos cumprimentos e saudações,e assim ele já ia dizendo e adiantando em tom de advertência;Não vamos falar muito de bíblia e nem fazer muita oração, vamos falar de outros assuntos. Como por exemplo assuntos e temas que sempre eram escolhidos por ele mesmo. Gostava de falar sobre a vinda e história dos antigos missionários estrangeiros dos anos de 1880 em diante, e que vinham dos Estados Unidos, vinham da Alemanha, da Holanda e de outras partes do Brasil e do mundo. Uma história que ficou na saudade era do missionário Newmann que vinha da Alemanha e era um alemão de estatura alta e gordo de 140 Quilos aproximadamente.E quando vinha montado em seu cavalo de montaria nesta época, pois esse era o único meio de transporte de roça na época. Dizia o seu Oscar pelos contos e relatos que lhe contaram seus pais que, quando ele vinha chegando perto de sua casa com o seu cavalo de montaria ao lombo do animal, o animal vinha torto e arcado pelo peso do missionário Newmann.
Também falava-se muito das histórias do missionário da família que era chamado de Rev. Martinho Rickli, homem bom e piedoso que viveu para evangelizar os seus parentes,e em especial procurava a família dos Rickli que estavam espalhados em quase todos os municípios do PR.Assim era o pastor Martinho um homem que viveu para o serviço do reino de Cristo Jesus. Sempre tinha uma palavra amiga e uma palavra de fé e incentivo aos seus parentes. E bem como a todos as pessoas em geral,e assim fazia em todas as Igrejas que passava em sua labuta missionária.
E assim era o temperamento do seu Oscar, gostava das histórias missionárias e gostava de contos e casos.Ele como sempre estava empenhado nos sindicatos rurais da cidade e comprometido com a política da Prefeitura local; ele gostava de falar e ventilar esses assuntos com os pastores e missionários que para lá dirigiam-se isto é, para hospedar-se em sua casa. Mas hoje em dia ele já não está mais por lá; o Senhor o tomou para si, irmão Oscar morreu de uma parada cardíaca. Quero encerrar essa minha reflexão com a palavra do Senhor que nos diz assim:
E em nossas viagens missionárias era assim mesmo e tinha-se tornado quase um vício; Nós íamos almoçar ou jantar e ou hospedava-se por uma noite em casa de algum dos irmãos da Igreja,e o resto da semana retornava-se a casa do seu Oscar.E que sempre nos aguardava de braços abertos.Quando chegava-se a casa do seu Oscar depois dos cumprimentos e saudações,e assim ele já ia dizendo e adiantando em tom de advertência;Não vamos falar muito de bíblia e nem fazer muita oração, vamos falar de outros assuntos. Como por exemplo assuntos e temas que sempre eram escolhidos por ele mesmo. Gostava de falar sobre a vinda e história dos antigos missionários estrangeiros dos anos de 1880 em diante, e que vinham dos Estados Unidos, vinham da Alemanha, da Holanda e de outras partes do Brasil e do mundo. Uma história que ficou na saudade era do missionário Newmann que vinha da Alemanha e era um alemão de estatura alta e gordo de 140 Quilos aproximadamente.E quando vinha montado em seu cavalo de montaria nesta época, pois esse era o único meio de transporte de roça na época. Dizia o seu Oscar pelos contos e relatos que lhe contaram seus pais que, quando ele vinha chegando perto de sua casa com o seu cavalo de montaria ao lombo do animal, o animal vinha torto e arcado pelo peso do missionário Newmann.
Também falava-se muito das histórias do missionário da família que era chamado de Rev. Martinho Rickli, homem bom e piedoso que viveu para evangelizar os seus parentes,e em especial procurava a família dos Rickli que estavam espalhados em quase todos os municípios do PR.Assim era o pastor Martinho um homem que viveu para o serviço do reino de Cristo Jesus. Sempre tinha uma palavra amiga e uma palavra de fé e incentivo aos seus parentes. E bem como a todos as pessoas em geral,e assim fazia em todas as Igrejas que passava em sua labuta missionária.
E assim era o temperamento do seu Oscar, gostava das histórias missionárias e gostava de contos e casos.Ele como sempre estava empenhado nos sindicatos rurais da cidade e comprometido com a política da Prefeitura local; ele gostava de falar e ventilar esses assuntos com os pastores e missionários que para lá dirigiam-se isto é, para hospedar-se em sua casa. Mas hoje em dia ele já não está mais por lá; o Senhor o tomou para si, irmão Oscar morreu de uma parada cardíaca. Quero encerrar essa minha reflexão com a palavra do Senhor que nos diz assim:
"A nossa vida é comparada a uma neblina que hoje cai... e que vindo o sol logo desaparece..." Mas depois de terem passado trinta anos,ainda posso relembrar o exemplo de vida e do testemunho do seu Oscar. É como nos diz aquele canto da música popular: Naquela mesa e naquela cadeira da sala ele cantava... e ele contava histórias: ..."Naquela mesa tá faltando ele e a saudade dele está doendo em mim..."
Em figura abaixo Igreja Presbiteriana de Curitiba - Fonte de imagem Internet 2012
1996 - ANO DA MORTE DO PASTOR E DEPUTADO FEDERAL ELIAS ABRAÃO
Conheci o pastor Elias em meados dos anos de 1973 na cidade de Curitiba.Nessa época eu havia dado baixa do quartel, estava em crise existencial,longe de minha família,passando por momentos de aflição e angústia,estava sem preparo acadêmico adequado,e sem rumo em minha vida profissional. Nessa época eu estava visitando várias Igrejas da capital curitibana,visitava a Igreja Assembleia de Deus, visitava a Igreja Quadrangular, a Igreja Metodista, a Igreja Luterana etc.Mas nenhuma dava-me a devida acolhida de que eu estava precisando.Foi quando um belo dia eu conheci a Igreja Presbiteriana de Curitiba da Rua Comendador Araújo em Curitiba.
E foi nessa Igreja que Deus falou profundamente comigo e aceitei a plena fé em Cristo Jesus e sua salvação. Como eu vinha do interior de Santa Catarina e não tinha nenhum preparo para enfrentar a vida nos grandes centros urbanos.Após minha saída do quartel me dava medo de enfrentar a concorrência pela sobrevivência na grande cidade de Curitiba. E diga-se de passagem, nesse tempo tínhamos a ordem nas ruas e nas praças, sob o duro regime militar que comandava o nosso Brasil;E já havia-se tornado um vício, pois era sem sobreavisos a gente freqüentemente via os tanques rolando nas ruas e os soldados armados que posicionavam-se para o ataque aos civis nas ruas,sentia-se como em um clima de guerra; pois lá estavam os soldadinhos trajados com seu uniforme de cor verde-oliva espalhados pelas ruas e pelas praças dos grandes centros urbanos do país. E foi nesta Igreja Presbiteriana que eu despertei o meu dom maior para o chamado ao campo missionário, e assim fui designado para fazer os estudos acadêmico-reparatório no SPS ou Seminário Presbiteriano do Sul em Campinas -SP. E tudo isso aconteceu no pastorado e na presidência da Igreja e pastoral do então Rev. Elias. Foi muito bom e dou graças a Deus pela vida desse grande servo de Deus e pastor da Igreja Presbiteriana.Em foto abaixo rev. Elias Abraão - Imagem tirada da Internet 2012
TRAGÉDIA E ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO NA BR. 376 - CURITIBA-PARANAGUÁ
Era uma noite fria e lá pelas 3 horas da madrugada,e que apos uma reunião de lideranças políticas, e envolvendo os ícones do partido do PMDB do PR - E que juntamente com o então governador do Paraná o Sr. Roberto Requião,o deputado estadual Aníbal Cury e outros líderes e deputados, e no meio deles estava o deputado federal Elias Abraão que estava no meio de seu mandato político.Pastor Elias era um grande líder carismático e intelectual,bom orador pregador e grande amigo de todos, e assim fazia amizade com todas as pessoas,quer seja dentro de sua Igreja como fora da Igreja, todos gostavam dele, ele se fazia amado por todos; e ele era detentor de um temperamento alegre de estilo "bonachão", era um homem moreno de estatura alta de aproximadamente 1.95cm,meio gordo;e todos nós o chamávamos de "Turcão"esse era um nome carinhoso que se dava a ele.E assim quando ele encontrava as pessoas nas ruas ou em qualquer lugar, ou na rua XV,uma das principais ruas da cidade de Curitiba, ele comprimentava a todos e a todas, e assim fazia os seus "Saramaleikos"políticos-pastorais nos cumprimentos,isto é, beijava quase todas as pessoas no rosto, quer sejam homens,mulheres ou crianças,este era o seu costume de turco,ou melhor dizendo de Sírio-Libanês do qual ele era descendente. E assim inicialmente a gente estranhava com essa sua atitude, mas depois com o decorrer do tempo, todos iam se acostumando de receber;"O beijão do turcão"ou melhor dizendo um beijo no rosto do nosso pastor turcão.
E na sua morte violenta, tudo aconteceu assim de repente sem avisos prévios;logo após a reunião de clima quente dos ânimos entre os grandes líderes-políticos, e após a despedida, lá vinha ele na madrugada afora a sós no seu carro pela Br. 376 de Paranaguá a Curitiba. E de repente não se sabe ao certo;ele perdeu o controle de seu carro que atravessa a pista em seu sentido contrário, e vai bater com seu carro na mureta que separa a pista dupla da BR Curitiba-Paranaguá,e que em alta velocidade vai bater em um único caminhão Truck lá pelas 3 horas da madrugada, que vinha carregado de soja e vinha descendo a serra com destino ao Porto de Paranaguá. E ao mesmo tempo o caminhão bate de frente e arrasta o seu carro em média por 50 metros, e vai cair com todo o peso de sua carga em cima de seu carro Vectra, onde ele fica esmagado entre as ferragens e assim morre,segundo informações da Polícia na época, e segundo informações que nos falavam e comentavam os Jornais e TV. da época. E como podemos imaginar foi um acidente que não deu nenhuma chace ao nosso rev. Elias escapar com vida, esse foi o seu pré-destino e sem chance para livrar-se, pois tudo aconteceu de uma forma rápida e violenta.
E ainda atrevo-me a comentar que segundo informações paralelas de algumas pessoas do serviço de saúde; a causa poderia ser uma "morte dupla" que teve o nosso pastor. Pois nos dizem os comentários que, ele assim morreu; uma das hipóteses seria uma parada cardíaca ou infarto que estava acontecendo quando ele estava dirigindo o seu carro, e assim o seu reflexo de motorista, em querer parar o seu carro e ir para o acostamento,e assim nesse momento ao invés dele pisar no freio-ele pisa no acelerador,quando começou a infartar-se e sem querer tinha pisado no acelerador de seu carro Vectra que disparou em alta velocidade morro acima,e assim vai e atravessa a pista seu sentido contrário e vai chocar-se de frente com o caminhão Truck carregado de soja que vinha descendo a Serra.
Que coisa! A nossa vida está mesmo nas mãos de Deus. Dessa não deu para escapar mesmo! Foi um grande choque para todos nós, eu não conseguia acreditar de que isso fosse verdade. Andava pensando nessa tragédia por vários dias,semanas e até meses. Confesso na saudade e no amor cristão e na amizade que nos unia como irmão e pastor,levou muito tempo para eu poder aceitar que isso fosse verdade, mas era real mesmo. Ele tinha morrido mesmo; e a saudade tomava conta de meu coração; O Senhor o tinha chamado.E assim perdemos mais um grande líder do presbiterianismo do Paraná. Nesse momento a Igreja Presbiteriana entra em luto e todos nós choramos a perda desse grande líder e servo do Senhor. Deus o tinha chamado para si, LOUVADO SEJA O NOME DE NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO! Aos seus parentes e amigos, e em especial a dona Magali sua esposa, nossa irmã e amiga, as nossas lágrimas solidárias e um grande lamento pela perda desse servo do Senhor.
E ainda atrevo-me a comentar que segundo informações paralelas de algumas pessoas do serviço de saúde; a causa poderia ser uma "morte dupla" que teve o nosso pastor. Pois nos dizem os comentários que, ele assim morreu; uma das hipóteses seria uma parada cardíaca ou infarto que estava acontecendo quando ele estava dirigindo o seu carro, e assim o seu reflexo de motorista, em querer parar o seu carro e ir para o acostamento,e assim nesse momento ao invés dele pisar no freio-ele pisa no acelerador,quando começou a infartar-se e sem querer tinha pisado no acelerador de seu carro Vectra que disparou em alta velocidade morro acima,e assim vai e atravessa a pista seu sentido contrário e vai chocar-se de frente com o caminhão Truck carregado de soja que vinha descendo a Serra.
Que coisa! A nossa vida está mesmo nas mãos de Deus. Dessa não deu para escapar mesmo! Foi um grande choque para todos nós, eu não conseguia acreditar de que isso fosse verdade. Andava pensando nessa tragédia por vários dias,semanas e até meses. Confesso na saudade e no amor cristão e na amizade que nos unia como irmão e pastor,levou muito tempo para eu poder aceitar que isso fosse verdade, mas era real mesmo. Ele tinha morrido mesmo; e a saudade tomava conta de meu coração; O Senhor o tinha chamado.E assim perdemos mais um grande líder do presbiterianismo do Paraná. Nesse momento a Igreja Presbiteriana entra em luto e todos nós choramos a perda desse grande líder e servo do Senhor. Deus o tinha chamado para si, LOUVADO SEJA O NOME DE NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO! Aos seus parentes e amigos, e em especial a dona Magali sua esposa, nossa irmã e amiga, as nossas lágrimas solidárias e um grande lamento pela perda desse servo do Senhor.
ANO DE 2012 MORTE DA MISSIONÁRIA DONA MARIA DE MELLO PITTA
Caro Pitta filho, amigos, colegas e familiares - Paz seja convosco!
Quero externar o nosso sentimento de pesar pelo falecimento de sua mãe dona Maria de Mello Pitta grande missionária que trabalhou juntamente com seu marido Rev. Pascoal em suas passagens nestes campos brasileiros. Que com certeza ficará marcado no coração e na alma do povo brasileiro, por onde quer que esse nobre casal missionário passou. Com certeza deixaram as suas pegadas na pregação da cruz de Cristo e salvação de almas. Seja dentro das Igrejas Presbiterianas do Brasil; Ou por plagas missionárias deste solo brasileiro, e bem como nas areias desta vida missionária até em outros países.
Em foto abaixo - 03 de junho de 1960. Paschoal Luiz Pitta e Maria de Mello Pitta, seguindo para Ponta Grossa Pr., onde no dia 6 de junho de 1960 ele faleceu. Local: aeroporto de Congonhas São Paulo. O avião era um DC3 da Real Linhas Aéreas. Fonte imagem facebook 2013.
Rev. Pascoal era detentor de uma sabedoria popular ímpar, e sabia cativar o seu povo, o povo de Deus.Ele era um grande educador e professor e pastor da vida. Era um homem do povo e apreciava declamar aos seus ouvintes os seus contos e casos, quando passava por uma Igreja os seus contos animavam os irmãos, e quando ia pelo interior desse Brasil querido em suas campanhas evangelísticas. Lembro-me bem de um caso,neste tempo eu era pastor presbiteriano e missionário designado pelo Presbitério de Ponta Grossa para a cidade de Imbituva-PR.Contava-se este episódio em quase todas as Igrejas Presbiterianas de Ponta Grossa e região; Fato esse que aconteceu em suas campanhas Evangelísticas lá no sertão da cidade de Castro-PR. Em meados dos anos 1950-1960.
Em foto abaixo - 03 de junho de 1960. Paschoal Luiz Pitta e Maria de Mello Pitta, seguindo para Ponta Grossa Pr., onde no dia 6 de junho de 1960 ele faleceu. Local: aeroporto de Congonhas São Paulo. O avião era um DC3 da Real Linhas Aéreas. Fonte imagem facebook 2013.
Rev. Pascoal era detentor de uma sabedoria popular ímpar, e sabia cativar o seu povo, o povo de Deus.Ele era um grande educador e professor e pastor da vida. Era um homem do povo e apreciava declamar aos seus ouvintes os seus contos e casos, quando passava por uma Igreja os seus contos animavam os irmãos, e quando ia pelo interior desse Brasil querido em suas campanhas evangelísticas. Lembro-me bem de um caso,neste tempo eu era pastor presbiteriano e missionário designado pelo Presbitério de Ponta Grossa para a cidade de Imbituva-PR.Contava-se este episódio em quase todas as Igrejas Presbiterianas de Ponta Grossa e região; Fato esse que aconteceu em suas campanhas Evangelísticas lá no sertão da cidade de Castro-PR. Em meados dos anos 1950-1960.
Era uma tarde quente de verão e lá vinha Pascoal Pitta a pé, trajando seu velho paletó e gravata empoeirado pelas estradas do Fundão de Castro, e vinha de mais uma visita que fora feita a uma família que morava lá na roça, ficava lá no fundão perto do Mato Preto.E que aliás,eu acho que o nome do lugar era a antiga Igreja do Fundão:Ou Igreja Presbiteriana do Fundão de Castro - PR. Era "um sol de rachar o bico" e a ESTRADA de Roça estava tão cheia de poeira que ao passar um automóvel já levantava-se uma grande nuvem de fumaça de poeira, era poeira que entrava nos olhos do caboclo e o deixava cego por instantes.
--- Quando de repente ele avista um carro que vinha levantando a fumaça da poeira do sertão do Fundão de Castro. E quem vinha lá? Pasmem irmãos!
--- E lá vinham no interior do carro dois padres com o seu Jipe novo;
E por acaso do destino nos diz o conto que os padres pararam e ofereceram carona ao Rev. Pascoal Pitta; Resolveram fazer uma gentileza ao nobre colega missionário presbiteriano:
- Mas os padres já advertiram diante mão em tom de gozação e de sua gentileza tinha um preço o de sentar-se no meio de dois homens consagrado e iam dizendo ao Pitta:
---Nós lhe Daremos a carona com uma condição - você deverá sentar-se no meio de dois padres consagrados pela cúria da Igreja Católico Romana.
Ou Eles queriam dizer:
Ou Eles queriam dizer:
Alguém que não fosse um herege é o que eles queriam dizer de fato...
De acordo;perguntaram os padres ao pastor? Sim de acordo, ele respondeu! Ele lá foram eles de carro e em silêncio e ninguém dizia palavra alguma.
--De repente um dos padres resolve quebrar o gelo do silencio e pergunta ao rev. Pitta: Como ele estava sentindo-se no meio de dois padres tão consagrados assim:
No que prontamente nos responde o rev. Pitta:
--Eu na verdade estou me sentindo como Jesus Cristo no meio de dois ladrões...?
Assim era o rev. Pitta sempre tinha uma resposta interessante e engraçada na ponta da língua para animar a parada.
E Sempre tinha uma palavra amiga e mais um novo conto e causo, e mais uma piada que alegrava e distraia o povo sofrido de Deus que vivia lá pelas roças do Sul e do Norte brasileiro.No tempo do Brasil Agrícola.
Quero encerrar essa reflexão com as palavras do Evangelho.
Quero encerrar essa reflexão com as palavras do Evangelho.
Disse Cristo Jesus aos seus discípulos quando no momento da morte de seu irmão Lázaro em Betania:
"Todo aquele que crer em mim ainda que esteja morto viverá..."
Sim, assim sempre será com todo aquele crer em Cristo.
-- Ainda que esteja morto em sua esperança...
---Ainda que esteja morto em sua fé...
---Ainda que esteja morto em alegria...
---Ainda que esteja morto em seu amor...
Com certeza viverá na saudade e na memória da Igreja de Cristo e de todo este povo brasileiro e presbiteriano que, aprenderam a reconhecer e a amar esse casal missionário tão querido que passou por essas "plagas brasileiras" e vieram a serviço do reino de Cristo Jesus nas Igrejas Presbiterianas de todos os seguimentos.
Louvamos a Deus pela vida de seu pai e de sua mãe.
Nossas lágrimas solidárias e que Deus abençoe a todos os familiares,amigos e parentes , a esta nossa irmã que desempenhou tão bem o seu papel de serva do Senhor, juntamente com seu esposo e pastor presbiteriano Rev. Pascoal Pitta.
pr.Alfonso Czaplinski
--- Em http://br.groups.yahoo.com/mc/compose?to=pastorespresbiterianos%40yahoogrupos.com.br, José Luiz de Mello Pitta escreveu
Nobre colega:Agradeço sua destra de solidariedade. Deus por Sua graça especial não a deixou sofrer, deu-lhe uma passagem serena. Um abraço. Pitta






Gostei da história do Oscar Rickli. O senhor tem mais informações sobre o Martinho e soobre a igreja presbiteriana do atual Município de Turvo, distrito de Guarapuava até 1982?
ResponderExcluirOrlando
o-pilati@uol.com.br