domingo, 29 de janeiro de 2017

DIA 15 DE OUTUBRO DIA DO PROFESSOR (a) DIA DO PROFESSOR(a) DA ESCOLA DOMINICAL


Origens na história – Voltando ao túnel do tempo, chegando até a idade média. Dentro da história das políticas públicas e o valor da Educação continuada para professores, notamos que o nosso problema é antigo, em nossa história educacional dos tempos antigos, a educação pública que se dava nos seminários e nos mosteiros da idade média. Chamada de “idade das trevas”, (trevas intelectuais e científicas, e sobretudo grande decadência espiritual) foram tempos de decadência da qualidade dos ensinos, bem como das atividades espirituais. A Igreja Católico Romana tornou-se tão poderosa e rica que manteve em seu poder e domínio, as nações de muitos países da Europa. Igreja dominava e controlava o poder político, o poder científico e o poder educacional na Europa medieval.

Neste contexto surgiram as criticas de muitos autores,que com medo de morrer nas mãos da chamada “santa inquisição”, escreviam muitos poemas e críticas que davam o seu pseudônimo. Por volta do ano de 1230 DC na atual Bavária Alemanha, achou-se um manuscrito que fora pseudo-grafado como autor coletivo de “Carmina Burana”, ou canções da taberna. Fora escrito em forma de crítica poética, escrito por padres desempregados, chamados de “clerici vagui” – clero vagante, ou padres-missionários itinerantes sem pasta oficial. Esses padres também eram chamados popularmente de “goliardos”, vem da palavra bíblica de Golias, inimigos da Igreja Romana. Esses missionários goliardos, começaram a divulgar a fé cristã para fora dos mosteiros e iam para todos os lugares, onde se tinha pessoas sem esperança e sem fé. Esses mesmos missionários errantes ou vagantes, começavam a fundar as primeiras escolas dominicais,escolas não oficiais na Europa antiga. O autor de Carmina Burana assim se expressa falando sobre a decadência do clero oficial e da educação dos mosteiros e dos seminários e escolas públicas da elite oficial . Fazendo críticas ao ensino oficial público da era medieval em forma de poema dizendo: ESTUDAR, OUTRORA MODA

“(...) Estudar, outrora moda, hoje a muitos incomoda, importava o saber, agora brincam pra valer. Nossos jovens são astutos, imberbes já exibem canudos, arrogantes, insolentes, até parecem inteligentes. Nos tempos bons de outrora se estudava a toda hora, aos noventa, tão-somente aposentavam um discente. Mas agora, aos dez anos de idade, jovens passam por abade, brincam eles de professores, de cegos, cegos condutores(...)” (Texto de Carmina Burana coleção poesia p. 30)

Vamos refletir um pouco em torno deste tema, em dias atuais, não acontece o mesmo. A nossa ciência está sempre a serviço da industria, do comércio e do poder econômico. Dizem os sábios e os nossos educadores do presente momento que, a nossa sociedade está se “emburrecendo” estamos caminhando para a era das trevas da verdadeira sabedoria. Atualmente, o poder econômico valorizou em demasia a nossa “tecnologia comercial” e atrás dela vai a nossa ciência, tudo hoje passa primeiro pela cotação da ciência comercial, passa pela cotação da bolsa científica americana (NASDAC). “Do vale quanto pesa”? Valor da cotação do ouro, valor-dólar etc.



Pois assim se expressa o professor e educador Rubem Alves em seu livro : A Alegria em Ensinar, “ (...) chega o momento em que o mestre e o discípulo devem separar-se, o mestre olha bem no fundo dos olhos do aluno e lhe diz: Veja eu lhe ensinei tudo o que sabia, agora vou lhe ensinar o que eu não sei – volta-se para o outro lado do mar e lhe mostra todos os perigos dos mapas que não foram vistos, que não foram pesquisados, ali lhe mostra os mapas da terra..., mapas da alma..., mapas do céu..., e lhe acrescenta – tudo isto é terra virgem, ninguém pesquisou e nem andou por estes caminhos. Assim nasceu a pesquisa, assim nasceu a ciência, assim nasceu a sabedoria”.(...). Agora juntos por um tempo descobrem, professor e alunos caminham juntos e juntos devem aprender sempre. Ao mesmo tempo em que o nosso mestre já cansado pelo tempo e pela vida, sabe que não pode mais caminhar junto do seu alunado, o mestre desabafa cansado - aqui é o meu limite- o aluno compreenderá de que deverá avançar mais e descobrir um mundo divino e infinito, o mestre re-descobre a alegria em ensinar e o aluno re-descobre a alegria de aprender sempre. È certo o ensino do grande mestre Apóstolo Paulo que já velho e cansado pela vida, escreve a Igreja dos cientistas gregos, que estavam inchados pela sua “falsa ciência” e lhes diz: “Ainda que eu conheça todos os mistérios e toda a ciência..., mas seu eu não possuir o amor, nada se aproveitará” (...) bíblia, carta de Paulo aos Coríntios capitulo 13:1-13. A ciência sem amor nos mata de enfado. O apóstolo dá a nos todos um recado especial, aos nossos professores(as), educadores e mestres que antes de tudo, devem possuir amor no coração, e saber amar a sua vocação, amar a vida, Amar a Deus de todo o coração, para assim ter forças e poder ensinar com alegria, sem pressa, com paciência uma sabedoria de fé e divina.



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