terça-feira, 24 de agosto de 2010

SILÊNCIO! ANO DA MORTE DO TIO JÚLIO


Assim  nos  diz  o  salmo: Oh Senhor! Quão  preciosa  é  a  morte dos seus  justos! . Foi  e  deixou  de  si  saudades... Tio  Júlio  o  homem  que  viveu  para  o  bem ...

Todos  os  dias  temos  notícias  da  morte  de  pessoas  de  diversas classes  sociais, se  lermos  os  jornais  iremos  ver e  descobrir  a  lista  de  pessoas  da  cidade  que  morrem  diariamente. Muitas  pessoas  são  importantes  outros  não,  os  mais  ricos  e  abastados  fazem  mais  barulho  em  seu  falecimento  e  morte.O  seu  nome de  falecimento  é  bem  divulgado  pelos  meios  de  comunicação. Já  os  que  são  pobres  e  sem  bens  e  dinheiro  caem  logo  no  esquecimento  da  sociedade. Quantas  pessoas  partem  desta  vida  e  não  deixam  de  si  saudades, não  deixam  bom  testemunho de  sua  vida  e  para a  sua  família  e  para  os  seus  parentes  e  para  sociedade em geral. Muito  pelo contrário, os  seus  parentes  e  a  sociedade  em  geral  os  despreza, mas  esse  desprezo  tem a  sua  história, são  pelos  males  causados  a  ela. O  exemplo que  temos  na  história  de  líderes  maus  tais  como:  os  Herodes na morte e  assassinato  de  milhares  de  crianças inocentes que foram  mortas  na  cidade  de  Belém, pois foram  confundidas  por  serem parecidas  com o menino  Jesus que tinha acabado de nascer.  A profecia  dizia  a seu respeito que: Ele seria  o  rei  que  iria  comandar  as  nações. 
Assim  falaram e testemunharam  os magos ao  rei  Herodes, os  famosos magos e grandes líderes políticos que  vieram  do  oriente em sua  procura; vieram porque viram  a  sua  estrela guia no  oriente, e  ela  os  seguia  e  apontava para  onde  estava  o  menino, o recém-nascido;e  disseram mais ao rei Herodes que, eles  vieram do oriente  exclusivamente  para  adorar ao  menino  Jesus  e lhe trouxeram  presentes. 
O rei  Herodes  e  mau  político  não  conseguia  se  conter  pela  ciumeira  e  rancor, que agora  tinha  um  rei  recém-nascido  que  iria  ocupar  o  seu  reinado. Então, manda  matar  milhares  de  crianças  em  Belém que  eram  parecidas  com  o menino  Jesus.
Assim  esses líderes maus e  maus  políticos  causaram  horrores  e  mortes  na  cidade.
O  que  dizer  do Nero da  Roma  antiga  que,  colocou  fogo  na  cidade  de  Roma  e  acusou  os  cristãos  por  esse  mal  feito; e que  em  seguida  desencadeia  uma  cruel  perseguição  contra  os  cristãos  da  cidade  de  Roma  e  manda  para  a  fogueira. Manda para a  diversão  dos  circos  e  dos  seus gladiadores  de Roma, faz  isso tudo  para  divertir  os seus sanguinários  militares de  guerra  de  seu exército  assassino;também, faz  isso para a diversão dos seus turistas e  funcionários  públicos  de  Roma que, pela sua  sede  de  ver  sangue, sangue  de  gente  inocente  sendo  derramada  nas  ruas  de  Roma. Mas, o que dizer  do  líder  mau  chamado de Hitler  e  outros líderes maus  em  dias  atuais?
Perguntamos:  Esses  líderes  deixaram  de  si  algum  tipo de  sentimento  ou  de   saudade  para  a  sociedade?  A  resposta é:
Não, Claro que Não! 
Os  criminosos quando  morrem  deixam  atrás  de  si um rastro de  medo, tormento  e  revolta.
Tio Júlio  nasceu  na  cidade  de  Massaranduba - SC, morreu  aos  79  anos  de  idade vítima  de  uma parada  cardíaca. 
Quando  nasceu  foi  atacado  pela  paralisia  infantil  que  não recebeu os  devidos cuidados e não  foi  cuidado pela medicina em  época  certa. Assim, a  sua doença de paralisia infantil  o atacou em cheio, e deixou  graves  sequelas  em  sua  vida e ele ficou marcado para  sempre. 
Tio  Júlio  sofria  de  uma  espécie  de  gagueira, não  conseguia  expressar-se  direito, quando  queria  explicar  alguma  coisa, suas  palavras  não  saíam  de  sua  boca, ficava  vermelho, acenava  com  as  mãos; e  nada  se  entendia  o  que  realmente  ele  nos  queria  transmitir, mas a gente  que  já  o  conhecia  de  longas  datas, criado  ao  seu  lado, é  claro, a  gente  fazia  de  conta  que entendia  tudo o  que  ele  queria  nos  transmitir. Como de  fato  alguma  coisa  entendia-se  mesmo.
TIO JÚLIO NOSSO  PAI  ADOTIVO  CAIU  EM  DESÂNIMO  E DEPRESSÃO

Em seus  últimos  dias  ficou  muito  depressivo  e  começou  a beber  bastante, digo, beber  álcool, tornou-se um  alcoólatra. Os  seus  irmãos  também  o  seguiam, várias  vezes fomos  até  a  casa  aonde  eles  moravam ( Eram os três  mosqueteiros da pinga, tio António, tio Vadek e ele tio Júlio) casas  do  nosso  avô  materno  de  nome  João  Odwazny.
A  casa  deles, até  parece como foi  descrito  no  conto  do  escritor russo  de nome  Dostoievski que  fala  sobre  a  Casa  dos  Irmãos  Karamazov. Mas  de  fato a  casa  era dos  irmãos  Odwazny. Conto aonde  Dostoievski fala  sobre a  história  de  uma  grande  família  que  caem em falência, vícios do álcool, crimes  de guerra e depressão; Aonde  ele  descreve num artigo com  seguinte  sub-título: Crime  e  Castigo de  violência  cometida pela famosa  máfia russa  em sua época.
Os  três não  partiram  para o  crime  e  violência, porque  eram  pessoas  honestas  e  direitas  e  corretas.  Mas, praticaram  uma  outra  violência, que foi  uma  auto-violência, isto é, uma  violência  contra  as  suas  próprias  vidas. Parecia até  que perderam a  fé  em  Deus  e  perderam  a sua auto-estima  e  amor  pela  vida, e  perderam o  amor  e  alegria de  viver pela  graça  no bondoso  Deus, que sempre  nos  é  oferecida  gratuitamente em  Jesus  Cristo Nosso  Salvador  e  Senhor  e no  bom Ajudador. 
Assim  sendo, Não conseguiam  mais  levantar  o  seu  astral  de  fé  e  esperança  na  vida. A  Esposa  do  tio  Vadek  o  abandonou  por  motivos  maiores  do  vício  em  alcoolismo.
A  tia  Lúcia cuidava  dos  três  e  mais  os  seus  filhos  que  viviam  todos  juntos  na  mesma  casa.
Mas segundo  ela mesma, não  deu  mais  para  suportar  os  três  beberrões. A  situação  começou  a  piorar  cada  vez  mais  e  até ficar  insustentável  na  convivência  no  lar.
Neste  ínterim, morre  o  tio  Vadek  o  casado  e  os  três  caem  no  abandono  total. 
Daí, entra em  cena a minha  irmão Lúcia  Czaplinski, que também se chama pelo  mesmo nome de nossa  tia que  havia  se  separado  do tio Vadek. Compromete-se  a  cuidar dos  tios, tio  Antek  e  do  tio  Júlio.
Dentro  do  prazo  de  um  ano, morre  o  tio  Antek. O  tio  Júlio  começa  a  piorar  e  cai  em  depressão  ainda  maior. Motivo:  Devia  abandonar  a  sua  antiga  residência, casa  de  seus  pais, casa  de  nosso  avô  João  Odawazny  seu  pai  e  nosso  avo  por  parte  de  minha  mãe, local  aonde  eu  fui  criado. Casa aonde  o  tio  Júlio  nos  carregou  ao  colo  e  cantou  para  se  dormir... comprava para nos agradar a  gasosa  dos tempos de  roça,  nos levava  para  passear  e  pescar  nos  rios  da  região, nos  levava para  as  festas  de  Igreja  de  roça, aonde  se tinha  bastante  fartura de carne  de  boi  gordo  e que  matado  na  hora. 
Enfim, na  ausência  de  nosso  Pai  Estanislau  que  também  havia  se separado de  minha  mãe, o  tio  Júlio  que  era  irmão  de  minha  mãe  nos  acudiu  e  nos  ajudou  e  juntamente  com  os  outros  tios  da  família  dos  Odwazny. 
Mas, nos  últimos  dez  anos  de  vida, o  tio  Júlio  ficou  deitado  no "fundo da cama” como se  diz  no  ditado popular, a cama era  a  sua  amiga ou a  sua  inimiga; não  saia  nem  para  ir  ao  banheiro, fazia  as  suas  necessidades  físicas na  cama  mesmo,  e  minha  irmã  Lúcia  cuidava  dele. Assim  ele  passou seu  dias  finais, não  re-conhecia  mais  a  ninguém, não  falava  e  não  conseguia  se vestir. Virou  criança  adulta  e  tinha  que  usar  os  fraldões, pois  fazia  o  xixi  e  o  cocô  na  cama,  como nenê, como criança  pequena. Minha  irmã  continuava  a  cuidar  dele  todos  estes  anos. Assim  dizemos  a  nossa  irmã  Lúcia  Czaplinski, Obrigado  querida  Lúcia, Que  Deus  te  abençoe.
COISAS  DOS  TEMPOS  DE  CRIANÇA...
Lembro-me bem  deste fato, quando eu era  criança  pequena  em  nossa  cidade  e  ia  para  a  Escola, eu  ficava em casa e ia mexer nas  coisas  tio, subia  até  o  sótão e  ficava olhando  debaixo  de  sua  cama, ficava olhando bem  para o seu baú, a  sua mala, ficava  morrendo de  curiosidades, para  ver  o  que  tinha  nele?
Eu ia  para  a  aula  e  quando  saía  da  escola  tinha  uma  terrível  sede  de  tomar  o  capilé  na  chamada  "Venda  do  seu  Wolf” (Espécie  de  bar  e  mercadinho de  Roça) Mas, eu nunca  tinha  nenhum  dinheiro?  Mas na falta de dinheiro na mão, eu  ia  fazendo os  meus  planos,
Daí, comecei a  pensar  assim: Se eu  pedir  o  dinheiro  ao  tio Júlio, com  certeza  ele  vai  dizer  Não, não tenho! Não  vai  dar  e  talvez, e ainda vai  me  fazer  ameaças?
Então, eu  fui planejando uma  maneira  de  assaltar  a  maleta  do  tio  Júlio!
E assim eu  fui  criando  cada  vez  mais coragem em  meu  interior.
Então, chegou  o  dia  em  que  eu criei mais coragem ainda;
E  falei  ao  meu  irmão  Felipe  e lhe disse: 
Olha  mano!  Eu  estou  com  uma  baita  vontade  de  tomar  um capilé  gostoso da  Venda  do  seu  Wolf,  e eu  não  tenho  dinheiro, e  você  também  não  tem. 
Então, eu  tenho um plano; Vamos  fazer  o  seguinte: Ontem;
Eu  abri  a  mala  do  tio  Júlio  e  ela  estava  cheia  de  dinheiro; 
Vamos  tirar da  maleta dois  réis para  você;  e  dois  réis para mim,
 e levaremos mais outros  dois  réis de  reserva, (hoje equivalente a  seis reais aproximadamente) ele  não  vai nem notar sequer, falei? Pois, a  sua  mala  estava  cheia de  dinheiro.
Meu  Irmão tremeu de início, mas  depois  aceitou.
E  Lá  fomos  nós, Quando  o  tio  Júlio  foi  trabalhar, nós  fomos  até  o  sótão e abrimos  a  mala: Quando  eu  abri  a  mala,  o  meu  coração começou a  pular e eu   comecei  a  tremer  de  medo; 
Daí, eu disse  ao  meu  irmão:
Será  que  vamos  levar esse  dinheiro?  E  se  a  nossa  mãe  nos  descobrir  aqui; e  se o tio Júlio  voltar  de repente  da  roça  e nos pegar aqui  mexendo em  sua  mala?
E  se  ele  notar  a  falta  do seu dinheiro?
Medo  tomava  conta  de  nós, eu  dizia: Mas  Deus  está  nos vendo? 
Eu  ficava  me  perguntado?
E  agora  o  que  vamos  fazer;  falei ao meu irmão ?
Mas  a  vontade  de  tomar  aquele  capilé  com  água  gelada era  tão  grande, que  eu  já  me  via  com  o  copo  na  mão, tomando aquele  capilé da  venda.
Capilé  com  água, hoje  parece coisa à toa, mas  em  nossa  época, isto era comparado aos  dias de   hoje  ao  sucesso  que  faz  a  coca-cola  e  outros  refrigerantes na boca das  crianças sedentas. 
Capilé  era  um  xarope composto, que  era  feito  com  framboesa e tinha a  cor  avermelhada, que de  tão  vermelho  que era, parecia  ser vinho  tinto ou  parecia  até sangue. 
Mas  a  tentação  foi  grande  que,  criamos  coragem  eu  e  meu  irmão  Felipe  e  pegamos  o  dinheiro  do  baú  do  tio  Júlio.
No  dia  seguinte, quando levantamos de manhã bem cedo, meio  com  medo  e  receosos e olhando  para  a  nossa  mãe  e  olhando  para  o  tio Júlio, e olhando em  sua  reação, mas  parecia  de  que  ele  não  tinha  notado  nada.
De  manhã  cedo  lá  fomos  nós  correndo  alegres  para  a Escola, contentes  felizes, eu  não via a  hora  de  bater o  sinal  da  saída  da  escola. Enfim,  o  sinal  de  saída  bateu! E  lá  fomos  nós  correndo  para  a  Venda  do  seu  Wolf, chegamos  lá  e  ficamos  olhando,  tinha  uma  grande  fila  de  crianças na  fila do  capilé, quando  chegou  a  nossa  vez,  a  dona  Frida  Wolf  falou: Olá  são  dez  centavos  o  copo, você  tem  dinheiro? Falei  de  boca  cheia:
Dona  Frida  a  gente  tem  bastante  dinheiro? Como  assim - ela  falou ?
E  ela  imediatamente  acrescentou;
Então,  eu  acho  que  vocês  pegaram  o  dinheiro  do  tio  Júlio ? Não  foi ? 
Quando  eu  ouvi  isto, eu  tremi  como  uma  vara  verde  diante  de  um  vendaval.
Ela falou  assim para  brincar  com  a  gente, mas  nós como sentíamos culpa em  nossa   consciência, Trememos
Ela  falou  isto, porque  também, conhecia  bem  o  nosso  tio  Júlio, pois  ele  fazia as  suas  compras  e  tomava  a  sua pinguinha  lá  em  sua  venda.
Deixava  marcado  na  famosa  caderneta, para  pagar  na  colheita  da  safrada  anual  do  arroz,  ou da  venda  de  bananas  e  outras  coisas da  produção  que  lá se vendia.
E  quando  eu  ouvi  isto  eu  tremi  de  medo, pensei, será  que  alguém  viu  eu  tirando  o  dinheiro  da  mala  do  tio  Júlio?
Nisto  o  meu  irmão  falou  Mais  ou  menos  isto: Mas  Que  praga !
Daí, eu olhava  para  baixo e  não tinha nem  coragem  de  olhar  e  encarar a  dona  Frida, mas num  relance olhei  tremendo  para  a Senhora  Frida que era dona do mercadinho e  vi  que  ela  estava  me olhando e estava sorrindo  para  mim. 
Daí,  me animei; Ela  disse-me:  pegue  o  seu  copo  de  capilé garoto e  tome; e  em  seguida deu um copo para  o  meu  irmão  Felipe. Oh que  alívio!
Oh  graças  a  Deus!  Que  capilé  gostoso! Que  momento  Feliz ! Saímos  pulando  de  alegria  na  volta para  casa da  Escola. Até  então;
Nunca  senti  tanta  alegria  em  meu  coração, graças  ao  dinheirinho  roubado  da  maleta  do  tio  Júlio. Pensava  eu em meu coração de  infante, que  Deus  me  perdoe mais este  pecado, e que esse ato  nunca  seja  descoberto!

OUTRA   FAÇANHA  DE  BONDADE  DO  TIO  JÚLIO

Lembro-me  bem  deste  fato, tio  Júlio  era  um  homem  solteirão, apesar  de  ser  muito  trabalhador, nunca  teve  a  coragem  de  se  casar. Mas  chegou  o  dia  em  tio Júlio  fez  uma  grande poupança  e  comprou  uma  casa  com  um   bom  terreno  próximo  de  nossa  casa, digo, da  casa  de  meus  avós  João  e  Casemira  Odwazny  na  cidade  de  Massaranduba. Pois bem,  seu  irmão  tio  Edmundo  vendeu  a  sua  casa  para  ele; podia-se  se  ver  que  ele  andava  bastante  alegre  e  feliz  com  a  sua  nova  aquisição.
Mas, na vizinhança e no meio dos parentes todos diziam: 
Mas  para que  o  tio  Júlio  quer  casa, se  ele  não  consegue  arranjar  uma  namorada e nem  uma mulher  para  se  casar? 
Mas  a  alegria  do  tio Júlio  durou  pouco. Passaram-se  uns  seis  meses.
Tio Edmundo que  havia  vendido  o  seu  terreno  com  a  casa e tudo, queria  voltar  para   a  sua antiga  casa  de  que  ele  havia  vendido. Ele tinha se arrependido  do negócio!
Tinha ido  para  uma  cidade  próxima  daqui, foi  mais  precisamente  para  a  cidade  de  Pomerode SC. que  distava  de  Massaranduba à  uns  40  quilômetros. 
Tio Edmundo  estava  desesperado  e  tinha  se  quebrado, não  tinha  mais  dinheiro  e  não  se  deu  bem  nesta  sua  jornada  de  trabalho  lá  na  cidade  de  Pomerode aonde  ele  havia  ido  para  trabalhar  na profissão como  ferreiro. 
Ele  precisava  voltar  com  sua  família  grande, tinha  nesta  época  mais  ou  menos  nove  filhos  menores, todos  para  criar.
Precisava  de  sua  casa  de  volta, começou  a  negociar  com  tio  Júlio, ele  como  era  de  um  bom  coração, aceitou  a  proposta  de  seu  irmão  Edmundo. Pelo  que  se  tem  notícias  e  segundo  as  informações  do  próprio  tio  Júlio, o  trato  foi  o  seguinte:
Tio  Júlio  receberia  todo  o seu dinheiro de  volta, pelo dinheiro que havia pagado pelo valor  do  terreno com a  casa, isto  acrescido com  juros  e  correção  monetária. Mas, tivemos como
Resultado, o  tempo  de  um  passou  e  ele  nada  recebeu  de  volta, passou  mais  um  ano  e  nada  do tio Júlio  ter  seu  dinheiro  de  volta ?
Passaram-se  muitos  anos  e  tudo  ficou  por  isso  mesmo,  tio  Júlio  ficou  no  prejuízo,  sem  dar  nenhuma   queixa  maior  para  a  justiça, ficou  com  dó  de  seu  irmão  e  de  sua  grande  família. Porque  eu  estou  dizendo  isto, não  é  para  incriminar  ninguém, apenas  para  mostrar a  grande  capacidade  que ele  possuía  para  perdoar  as  ofensas  e  para  perdoar  as  dívidas  de que  ele  era  merecedor. 
É  certo  como  nos  diz  aquele  ditado:
"Há  momentos  em  que  as  palavras  não  resolvem  muito...” Mas  o  gesto, o  sentimento, o  testemunho  de  vida  de  uma  pessoa  falam  muito mais  alto. 
Assim  viveu  o  tio  Júlio, assim em sua vida simples ele  foi  um  exemplo  de  vida  e  de  uma  natureza  mansa  e  de  amor  à  sua  família  e  de um grande  amor  ao  próximo. 
Que  o  seu  exemplo  seja  sempre  lembrado  e  seja  sempre  seguido  por  nós  seus  amigos  e  seus  parentes. Queremos  terminar  repetindo  aquelas  palavras  de  Cristo que  nos  diz:
Todo  aquele  que  crê  em  mim  ainda  que  esteja  morto  viverá, sim, ainda  que  esteja  morto;  viverá em nossa  lembrança, viverá  em  nossa  saudade, viverá  em  seu  bom  testemunho e seu espírito  manso  e  humilde, e com  certeza  viverá  com  Cristo  eternamente.

DEUS  SEJA  LOUVADO  EM  CRISTO  JESUS!
 pr. Alfonso  Czaplinski

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